segunda-feira, 9 de julho de 2012
O Louvor não é um espetáculo, é um sacrifício
O Pastor Feliciano Amaral é um grande referencial da gravação de música sacra evangélica. Pela graça de Deus, tive a oportunidade de ouvi-lo uma vez ao vivo. E, sabendo dos pormenores relativos à sua vinda e estadia em nossa congregação, naquela ocasião, não tive dúvidas de que ele é um verdadeiro adorador, alguém que, embora não faça parte desta “geração de adoradores extravagantes”, adora a Deus sem alarde.
Confirmando minha percepção acima, o pastor Gesiel Gomes, no DVD de Feliciano Amaral Junto a Mim, disse o que se segue:
“A verdadeira característica do louvor está menos relacionada com o ritmo do que com sua natureza espiritual. O louvor verdadeiro tem uma característica ímpar, insubstituível, ele tem um aspecto de sacrifício. Louvar a Deus, biblicamente, não é uma farra, é um sacrifício. Não é um espetáculo, é um sacrifício. Todo verdadeiro louvor esconde o adorador atrás da cruz.
À medida que o cantor se projeta excessivamente e se torna uma estrela, perde-se a oportunidade de se apreciar o fulgor do Sol da Justiça, que é Jesus. O primeiro sacrifício do louvor é que ele esconde aquele que oferece, para que se projete aquele a quem é oferecido. O louvor verdadeiro não é uma biografia de quem louva, é o verdadeiro elogio de quem é louvado. O verdadeiro louvor não é para agradar os nossos apetites e desejos, é para tentar dizer a Deus o que Ele é e o que Ele merece com palavras humanas e falíveis.”
Sobre louvor e adoração, como se diz, pastor Gesiel Gomes disse tudo!
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Contribuição versus Dízimo - Princípio versus Preceito
Antes de discorrer sobre este assunto, vamos ler esta frase: “Os preceitos mudam e até desaparecem, todavia, os princípios são imutáveis e permanentes” (Lições Bíblicas, CPAD, 1º Trimestre de 2012, pág. 65).
Existem dois versículos na Bíblia, muito usados quando se fala no assunto dízimos e ofertas. Um está no Antigo Testamento, o outro está no Novo Testamento. Um é o texto de Malaquias 3.10, que diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes”. O outro é o de 2 Coríntios 9.7, que assim está escrito: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria”.
Considerando que o versículo de Malaquias está inserido no contexto da Lei, ou seja, ainda no vigorar do período mosaico, é clara a percepção de que ele não se refere a uma prática imutável e endereçada a igreja, pelo contrário, ele está direcionado à nação de Israel (veja a expressão “sim, toda esta nação” vers. 9). Outra consideração a fazer sobre este versículo é que a repreensão concernente ao dízimo está do lado da repreensão concernente às ofertas (vers. 8). O povo não estava dizimando e também não estava cumprindo com as ofertas listadas na lei de Moises, descritas em Levítico 1 a 3, como por exemplo a oferta de holocausto (com gado), a oferta de manjares e a oferta de sacrifício pacífico (com outros alimentos). Fica claro então, que o versículo de Malaquias 3.10 reforça uma prescrição, um preceito, uma ordem, uma lei, no caso, do antigo pacto (Lv 27.32; Dt 12.17, 14.22). Lembra da frase inicial? “os preceitos mudam e até desaparecem...”.
Agora, considere a segunda parte daquela frase: “... os princípios são imutáveis e permanentes”. Isso nos faz lembrar das referências bíblicas para as contribuições anteriores ao preceito do dízimo. É o caso de Caim e Abel que trouxeram oferta ao Senhor (Gn 4.3-5), seguindo o princípio da contribuição e não o preceito do dízimo. Abraão contribuiu com o dízimo de tudo concernente ao que readquiriu após a batalha contra os reis (Gn 14.16,20), seguindo o princípio da contribuição e não o preceito do dízimo. E Jacó (Gn 28.22) também asseverou que contribuiria com o dízimo de tudo que Deus lhe desse, seguindo o mesmo princípio da contribuição e não o preceito do dízimo, tendo em vista que este preceito não existia.
O versículo de 2 Coríntios 9.7 aponta para o princípio da contribuição, “cada um contribua segundo propôs no seu coração”. Abel propôs contribuir, Abraão propôs contribuir e Jacó também propôs a mesma coisa, pois o princípio da contribuição era vigorante antes da Lei, antes do preceito. Assim escreveu Salomão, segundo este princípio: “Honra ao Senhor com a tua fazenda, e com as primícias de toda a tua renda” (Pv 3.9). Primícias não é a mesma coisa de dízimo, primícias diz respeito aos primeiros frutos, aos primeiros lucros, ou seja, devemos pensar em investir primeiramente na obra de Deus, na causa do mestre, de acordo com aquilo que propormos em nosso coração. Salomão baseou-se no princípio e não no preceito. Se fosse da outra forma, assim estaria escrito: “Honra ao Senhor... com os dízimos de toda a tua renda”.
Ao destacarmos as palavras-chave do texto paulino (2 Co 9.7), temos: “Cada um contribua (CONTRIBUIÇÃO) segundo propôs (DISPOSIÇÃO) no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria”. Aqui não há referência ao dízimo (preceito), mas ao ato de contribuir (princípio).
Quem entrega o dízimo pensando na regra, no preceito, corre o risco de estar fazendo por medo de, ao não fazê-lo, tornar-se um ladrão, pela expressão de Malaquias “vós me roubais” (Ml 3.8), e sabemos que os roubadores não herdarão o reino de Deus (1 Co 6.10). Assim, esta prática estará sendo feita “com tristeza ou por necessidade”. Já quem contribui pensando na liberdade de escolher o valor de acordo com o princípio, seguindo sua convicção e proposição, tende a fazê-lo “com alegria”.
E o nosso mestre supremo, o Senhor Jesus? O que ele asseverou a respeito do assunto? Em quê ele se baseava? No preceito ou no princípio? É só observar sua repreensão aos escribas e fariseus:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, (radicais ao atentar para a letra, a lei, o preceito) e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; (esqueciam-se dos princípios fundamentais de moralidade) deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas (contribuir segundo a forma da lei, por estarem naquele contexto, mas baseados no princípio que disciplina a contribuição)” (Mt 23.23).
Assim, creio que posso contribuir propondo em meu coração entregar 10% (dez por cento), 20% (vinte por cento), ou qualquer outra quantia, não com tristeza, ou por necessidade, mas consciente do amor de Deus para comigo, pois contribuirei com alegria.
Um bom esquema para orientar este assunto:
Por Cláudio Ananias
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
MIOJO PROFÉTICO: Você está comendo isso?
A realidade de muitos 'cultos' em apenas uma imagem.
Retirado do Blog do Clayton. Postado também por Altair Germano.
sábado, 30 de julho de 2011
Gigantes da Fé estão nos deixando
Alguns homens de Deus, gigantes da fé cristã, estão partindo para a eternidade. É o caso do pastor e teólogo John Stott, que nos deixou no dia 27 de julho. O meu despertar para os frutos desse simples cristão aconteceu a partir de seus escritos sobre a forma de ver e vivenciar o evangelho. Foi em Cristianismo Equilibrado (um de seus livros) que eu pude encontrar eco para uma expressão que sempre me acompanhou, “o Evangelho é para ser pensado”. John Stott falava sobre “uma fé racional” onde a confiança deve germinar do conhecimento profundo do caráter de Deus.
Os títulos das suas obras já conduzem o leitor para a forma como ele compreendia o reino de Deus e como devemos nos portar com respeito à vida cristã. Crer é Também Pensar, Entenda a Bíblia, Cristianismo Equilibrado e Cristianismo Básico são exemplos disso.
O que Stott ensinou indica ainda uma postura que ia de encontro à cultura evangélica que se estabelece em nosso tempo. Por exemplo, quantas vezes nós o vimos na televisão? Quantas vezes ele alardeou uma cruzada ou evento promovido por ele mesmo? Onde ele enfatiza a realização terrena em detrimento da glória futura?
A propósito, o evento que John Stott promoveu, ao lado de outro gigante, Billy Graham, ainda ecoa hoje porque não tinha um caráter imediatista e não levava as pessoas ao engano de enfatizar uma prosperidade momentânea como se essa satisfação fosse garantia de autenticidade cristã. Refiro-me ao Congresso Internacional de Evangelização Mundial, realizado em Lausanne, Suíça, em 1974. Ao presidir a comissão que elaborou o Pacto de Lausanne, trouxe influência ao movimento evangélico de tal forma que hoje, qualquer instituição evangélica séria que promova Missões, recorre ao Pacto de Lausanne, sendo este um marco.
O site Cristianismo Hoje finalizou a notícia de sua morte de forma belíssima quando disse: “Em todas suas viagens, sempre recusou hospedagem em hotéis cinco estrelas. Não costumava nem repetir refeições. “Quando comemos um segundo prato, alguém está deixando de comer o primeiro”, dizia. Tudo a ver com alguém que, ao morrer, possuía apenas um sítio e um apartamento e definia dessa maneira o que é ser evangélico: ‘É ser um cristão simples e comum’.”.
Outro humilde servo de Deus que partiu recentemente foi o Pr. David Wilkerson, autor de "A Cruz e o Punhal". Ao receber a notícia de sua morte no dia 27 de Abril, senti angústia mesmo sabendo que este profeta está ouvindo a voz do Pai, em um lugar melhor do que o que nos encontramos agora.
Minha tristeza é em saber que mais um profeta nos deixou, numa hora em que precisamos de profetas com o quilate de Wilkerson. Sua vida, seu exemplo, o trabalho pioneiro de levar o evangelho aos drogados e as gangues, seus livros proféticos, suas pregações tais como "Um chamado para a angústia", sermões que reconhecem Deus em Seu lugar e o homem em sua total dependência Dele... São tantas coisas que ficarão na saudade... Acho que não temos idéia do impacto que a vida e o ministério de David Wilkerson causaram em várias gerações.
Que a morte e o exemplo desses homens impulsionem-nos a pregar com autoridade e imparcialidade contra a famigerada teologia da prosperidade, enfatizando o Evangelho da Cruz e a Cruz de Cristo (outro título de John Stott).
Em Cristo,
Cláudio Ananias
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