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sábado, 28 de janeiro de 2017
CERTIFICADOS - SIMPÓSIO "A COSMOVISÃO CRISTÃ NA ATUALIDADE"
Em 2016, de 24 de abril à 01 de maio, realizou-se na Assembleia de Deus em Soledade 2, Setor 3 da IEADERN, o simpósio A COSMOVISÃO CRISTÃ NA ATUALIDADE. Segue link com os certificados de participação daqueles que solicitaram.
sexta-feira, 29 de julho de 2016
A Missão Integral e a Teologia da Missão Integral
Como Missão Integral da Igreja
comumente se entende a ação social, ou atividade social como parte do dever
cristão, o que não se configura o mesmo que evangelização, mais uma
complementaridade dela. Assim está expresso no artigo 5 do Pacto de Lausanne
(de 1974): Embora a reconciliação
com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização,
nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o
envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Sim, parte
do nosso dever cristão porque, sendo o amor a essência do cristianismo, ele
será expresso em todos os seus termos na humanidade. Conforme está no Pacto, ...
toda pessoa... possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser
respeitada e servida, e não explorada. Isso é a Missão Integral que foi
defendida em Lausanne por Billy Graham, John Stott, Francis Schaeffer, Samuel
Escobar e René Padilla, dentre outros líderes cristãos.
Mas essa Missão não se reduz
ao termo “social” no que concerne às condições materiais das pessoas. Um ponto
do Pacto não muito explorado quando se fala em “integralidade” é o 10. Ali se
insere outro dado da Missão Integral que alcança a cultura: A cultura deve sempre ser julgada e
provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua
cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a
sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho
não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas
elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na
aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. Nesse ponto,
Francis Schaeffer concentrou boa parte de seu esforço intelectual para alcançar
as pessoas com a mensagem do evangelho. Em sua tese apresentada no Congresso,
ele criticou posturas que iam desde ao equívoco da igreja confundir padrões da
classe média com os absolutos da Palavra de Deus, passando pelo relativismo
moral da sociedade presente à necessidade de haver beleza na maneira como os
cristãos tratam uns aos outros. A síntese daquela tese era “Sendo o
Cristianismo, como a Bíblia afirma, a verdade, ele tem de atingir cada aspecto
da vida”. Isso é Missão Integral. Na assertiva repetida frequentemente: “o
Evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens”.
Por
outro lado, a Teologia da Missão Integral (TMI), talvez tomando por empréstimo
expressões do artigo 5 do Pacto de Lausanne que diz A mensagem da salvação
implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão
e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça
onde quer que existam, se aproxima em seus discursos e práticas de uma vertente
política marxista (é em Marx que encontramos a expressão “alienação política”)
e, por tabela, da Teologia da Libertação (TL) do católico excomungado Leonardo
Boff. Vejamos:
·
A Teologia da
Libertação tem base no discurso marxista. Como exemplo, basta verificar os
escritos de Boff, sua simpatia e militância com a política assistencialista do
PT, e os apontamentos que Ratzinger fez dessa vertente teológica
classificando-a como de influência marxista.
·
A Igreja
Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB) adotou
oficialmente a Teologia da Libertação em seu discurso teológico e atividade
pastoral, bem como o próprio ecumenismo.
·
O pastor luterano
brasileiro Walter Altmann, moderador do Conselho Mundial de Igrejas, autor do
livro Lutero e Libertação – uma releitura
de Lutero em perspectiva latino-americana (1992), busca nessa obra um
equilíbrio hermenêutico entre o “discurso confessional e a práxis libertadora”
trabalhando conceitos da teologia tradicional com uma hermenêutica que se volta
para a “teologia dos oprimidos”.
·
Tanto o bispo
anglicano Robinson Cavalcanti como o pastor Ariovaldo Ramos declararam que a
TMI é uma versão evangélica ou uma variante protestante da TL. A propósito, Ariovaldo
saiu em defesa de Dilma, Lula e o PT por ocasião das investigações da Operação
Lava Jato e é conhecido por uma postura progressista que se alinha ao
pensamento de esquerda, tendo demonstrado simpatia também por Hugo Chávez,
ditador venezuelano.
Enquanto
a ênfase da Teologia da Libertação está numa igreja sem hierarquia (podendo
recusar até a autoridade divina numa radicalização desse pressuposto), na
missão de ir aos “excluídos”, no ensino de que comunhão é partilha (sem
propriedade privada) e na busca por libertação das estruturas do pecado social
(caricaturado no capitalismo), a contrapartida da mensagem completa (ou
integral como queiram) do evangelho está na autoridade de Deus, na missão de
ensinar todas as nações (Mt 28.19), no direito individual das pessoas
(inclusive à propriedade) e na libertação de todo o pecado com vistas à
salvação e vida eterna (Jo 5.24). Assim, parece não ser salutar a própria
identificação de uma “missão integral” da igreja com essa “teologia da
libertação”. Mas, se o fazem, é porque há certa semelhança.
A
meu ver, o cuidado com os pobres e a atividade social da igreja não deve ser
confundido com uma “Teologia” que supervaloriza os versículos bíblicos que conclamam
um olhar para os pobres e se alinha à defesa de uma ideologia de esquerda. Não
foi dessa forma seletiva que atuou William Wilberforce e Abraham Kuyper. Ao
contrário, “o Evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens” indica todas
as dimensões do ser, seja material, física, social, intelectual, cultural,
política, artística, etc. Um Cristianismo Relevante é aquele que realça todas
as necessidades do ser, pois Cristo exige a posse de todos os domínios da
existência humana (como disse Kuyper), e o Cristianismo é a verdade sobre o
todo da realidade, não somente sobre assuntos religiosos (como disse
Schaeffer). Sou adepto da Missão Integral, mas não dessa “Teologia”. Afinal, no
texto sagrado encontramos tanto “a fé sem obras é morta” (Tg 2.26) como “nem só
de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus” (Lc 4.4). É isso.
sábado, 30 de abril de 2016
QUEM DISSE QUE “AMAR NÃO É PECADO”?
Nesta semana, por ocasião do
Simpósio A Cosmovisão Cristã na
Atualidade, realizado na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, conjunto
Soledade 2, Natal-RN, me chamou atenção a particularidade de um dos temas. Foi na
exposição sobre a Ideologia de Gênero, ministrada pelo professor Danilo
Medeiros (teólogo e pedagogo). Respondendo um dos questionamentos sobre a
prática homossexual, em que a justificativa para tal prática estaria no “amor”,
o palestrante foi bastante feliz ao indicar que muitas tentativas de abonar
determinadas ações repousa no hedonismo. Ora, o hedonismo, com base também na
proposta filosófica do Utilitarismo
de John Stuart Mill, prega que o objetivo final de todas as ações deve ser o
prazer supremo. Em outras palavras, para tal corrente pensante o prazer deve se
constituir o próprio fundamento da atuação ética humana, não entrando no mérito
os meios e os conteúdos da obtenção do mesmo.
Por ter essa justificativa hedonista,
é comum darmos de cara com a defesa do homossexualismo nos seguintes termos: “Se
as duas pessoas se amam, por que considerar errado tal prática?”. Nessa breve
postagem vou expor alguns dados apresentados pelo palestrante para responder o
questionamento, e incluir outros em seguida, a fim de demonstrar que a proposta
hedonista de que “o amor justifica tudo porque amar não é pecado” é totalmente incompatível
com a verdade e não pode ser régua para legitimar todas as ações.
Para um ouvinte desavisado, a música
“Amar não é pecado” do cantor romântico/sertanejo
Luan Santana, que diz em seu refrão: “Amar não é pecado/E se eu tiver
errado/Que se dane o mundo/Eu só quero você”, pode parecer uma bela declaração
de um coração apaixonado. Porém, há implicações bastante sérias numa postura
que se vale de tal argumento. Veja o exemplo de uma jovem que foge de casa contrariando
os pais bem como toda a família, para viver a aventura amorosa com um galã que
a conquistou em nome do que chamou “amor”, e quando o despreparo psicológico,
emocional, físico e econômico se evidencia ela se vê diante de situações
desesperadoras que foram oriundas daquela justificativa de “amor”. Parece-me
que as consequências das nossas ações também são bons indicativos para aquilo
que definimos como pecado.
Como contestação à tese que o
Luan Santana expõe em sua música, a Bíblia Sagrada apresenta atitudes que
tiveram e tem por fundamento o amor, mas que nem por isso podem ser legitimadas
como puras ou perfeitas. Vejamos:
- Muitas tragédias ocorreram na família de Davi por causa de um sentimento apresentado como “amor”. Um de seus filhos, Amnom, desejou sua própria irmã Tamar e “amou-a”. Confidenciando o sentimento à um amigo, Amnom disse: “Amo a Tamar” (2 Sm 13.4). Como resultado, ele a violentou, a rejeitou e em seguida foi assassinado por seu próprio irmão Absalão (2 Sm 13);
- O rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras das quais Deus havia dito aos filhos de Israel que não se relacionassem com elas para que eles não seguissem os seus deuses. Mas, em oposição à ordem divina, “A estas se uniu Salomão com amor... E suas mulheres lhe perverteram o coração” (1 Rs 11. 1-4);
- No Salmo 4.8 encontramos a pergunta: “Filhos dos homens... até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?”. O fato da vaidade aqui ser o objeto do amor não a legitima como correta;
- Da mesma forma, o salmista mostra que o ímpio “amou a maldição e não desejou a benção” (Sl 109.17). Neste caso, a inversão dos valores não torna a maldição algo agradável;
- Em provérbios, lemos: “O que ama a transgressão ama a contenda” (Pv 17.19). Como no caso anterior, a contenda não vira concórdia por ser objeto do amor;
- Dialogando com Nicodemos, Jesus concluiu sua mensagem evangelística afirmando que “a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” (Jo 3.19).
- Escrevendo à Timóteo, o apóstolo Paulo afirmou que “o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males” (1 Tm 6.10). E em Eclesiastes lemos: “Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda” (Ec 5.10);
- Paulo também pediu a Timóteo que viesse ficar com ele o mais depressa possível porque Demas o havia desamparado “amando o presente século” (2 Tm 4.10). O amor de Demas pelas coisas seculares o fez agir erradamente com prejuízo para seu companheiro Paulo;
- João, em sua primeira epístola nos orienta: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 Jo 2.15);
- Por fim, o texto de Apocalipse assevera que ficarão de fora da Cidade Santa “qualquer que ama e comete a mentira” (Ap 22.15).
Diante dos dados bíblicos
acima expostos, fica claro que a doutrina hedonista (o prazer como objetivo
final) não responde ou satisfaz as exigências de uma base legal e verdadeira que
legitime as ações humanas como necessárias, éticas e morais. Se assim fosse, o
certo e o errado seria definido como aquilo que dá prazer. E aí cairíamos num
relativismo moral exacerbado, pois nas várias circunstâncias o prazer não é o
mesmo para todos. Mas, sabiamente o autor de Provérbios escreveu: “O que ama os
prazeres padecerá necessidade” (Pv 21.17). Sim, porque o sentido da vida não
está numa resposta reducionista como esta: “tudo pelo prazer”.
Analisando os elementos
expostos, torna-se perceptível que o cantor pop Lulu Santos equivocou-se ao compor
uma canção que diz: “Consideramos justa toda forma de amor”.
Para sermos coerentes com a
exigência que a realidade faz para a vida, deveríamos antes de apelar para o
elemento “amor”, verificarmos os “níveis” ou “qualificações” do amor a que nos
referimos. Conforme o grego, idioma original do Novo Testamento, a que tipo de
amor estamos nos referindo? Seria este amor o Eros, amor sensual,
erótico? Seria o Fileo, amor de amizade, fraternal? Seria o Storge, amor familiar,
doméstico? Ou seria a maior expressão de amor que, no grego, se indica com a
palavra Ágape? O que queremos dizer quando trazemos à discussão esse
termo?
João, o “apóstolo do amor”,
falou nos termos de um PERFEITO AMOR (Αγαπη = Ágape) que por cumprir as
exigências da vida pura e perfeita, lança fora o temor, o castigo, o tormento (1
Jo 4.18). Por isso mesmo, no diálogo que Jesus teve com Pedro na beira da praia,
ao perguntar se Pedro o amava, Jesus usou o termo Ágape (amor perfeito, amor
divino), e Pedro respondeu com Fileo, como que dizendo “Senhor, tu sabes que
sou teu amigo” (Jo 21.15-17). Não é somente uma amizade que Deus quer de nós. Mas
que tenhamos sua própria essência: “ημεις
αγαπωμεν αυτον, διοτι αυτος πρωτος ηγαπησεν ημας” – “Nós amamos a Ele porque Ele nos amou
primeiro” (1 Jo 4.19).
segunda-feira, 25 de abril de 2016
SIMPÓSIO: A COSMOVISÃO CRISTÃ NA ATUALIDADE
Nesta semana de 24 de abril à 01 de maio de 2016, o Departamento de Ensino da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, congregação de Soledade 2, Natal-RN, juntamente com o Departamento de Jovens e Adolescentes, está promovendo um simpósio intitulado A COSMOVISÃO CRISTÃ NA ATUALIDADE, cujo propósito é despertar a igreja, bem como toda a comunidade, para buscar um olhar cristão diante das demandas que a sociedade atual impõe. Neste simpósio, dentre as várias questões, discutimos temas que envolvem à ciência, a filosofia, a teologia e a política.
Abaixo, segue o folder do evento. Sejam todos bem-vindos!
Abaixo, segue o folder do evento. Sejam todos bem-vindos!
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Em que sentido admitimos que a Bíblia é a Palavra de Deus? As traduções não a comprometem?
No que concerne à
inspiração da Bíblia (theopneutos = inspiração – Theo = Deus, pneutos = sopro, 2 Tm
3.16; 2 Pe 1.21), sabe-se que o texto isento de erros, de contradições,
de falhas, etc., foi o texto original, ou seja, os autógrafos que não mais
existem. As cópias que vieram depois
apareceram com variações de diversos tipos, embora saibamos com certeza,
baseados nos manuscritos existentes atualmente, que não há uma variação
significativa que comprometa o texto no sentido de compreendê-lo. É comum os
críticos do texto bíblico não entenderem ou não levarem em conta que quando no
texto ocorrem variações, elas não alteram o sentido do escrito original. É a
partir dessa noção que consideramos a Bíblia como a Palavra de Deus. Se as cópias, versões e traduções dela expressam
a mensagem divina, podemos afirmar com certeza, que a Bíblia que chegou até
nós, é a Palavra de Deus isenta de erros, e que Deus continua falando conosco
por meio dessas cópias.
Ao ler uma passagem bíblica
sem estar bem atento à ela, em nossas traduções e versões impressas, é possível
presumir inicialmente no texto bíblico a possibilidade de contradição, embora
possamos denomina-las aparentes
contradições. Recentemente, em numa aula na Escola Bíblia Dominical, fiz
referência ao seguinte texto paulino sobre a relação dos judeus e gentios com o
evangelho:
Porque
está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência
dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o
inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste
mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua
sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os
judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo
crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para
os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de
Deus, e sabedoria de Deus. (1 Co 1.19-24).
Interpretando o texto
supracitado, expliquei que os judeus pediam sinal porque, como ortodoxos
espectadores da vinda do Messias, eles buscavam provas, evidências da divindade
de Cristo. E os gregos buscavam sabedoria porque tinham uma tradição
filosófica, amparados sempre em explicações racionais. Ao se apresentar como o
Messias, Jesus Cristo se tornou escândalo para os judeus – que primavam pela
prova, pelo sinal – e loucura para os gregos – que primavam pela racionalidade.
Porém, para nós, diz Paulo, Cristo não é nem escândalo, nem loucura, mas poder
de Deus e sabedoria de Deus.
Um determinado aluno
questionou: e como fica o texto de Romanos 12.1 que nos mostra a necessidade de
um “culto racional”? A lógica daquela pergunta era a seguinte: se não
enfatizamos a racionalidade (como queriam os gregos), por que Paulo nos
conclama a usá-la falando em termos de “culto racional”?
Respondendo à pergunta:
a ideia da expressão paulina não é um uso estrito da razão, ou da racionalidade,
para se explicar em termos filosóficos a postura santa no momento do culto
individual e intrínseco. Até porque a expressão “culto racional” não é o mesmo
de “culto devocional”. Ali há uma conclamação para apresentar o corpo em
“sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. Ou seja – usando sinônimos da
ideia – é preciso se apropriar de uma postura “razoável, adequada, sensata,
conveniente, aceitável, ou logicamente plausível” para estar diante de Deus. Somente
essa atitude pode ser qualificada como culto à Deus. Um olhar comparativo das
versões desse texto nos auxilia. Vejamos Romanos 12.1 em algumas dessas versões:
A Vulgata Latina diz:
“rationabile obsequium vestrum”, isto é, “o vosso culto racional”. Por ter se
servido dessa tradução latina, e do Textus Receptus, João Ferreira de Almeida
traduziu esse versículo usando a mesma expressão, pois lemos na versão da
Bíblia Almeida Corrigida Fiel: “que é o vosso culto racional”. Da mesma forma,
temos na King James: “{which is} your reasonable servisse” (“que é o vosso
culto racional”). Seguindo a mesma ideia, a NVI diz: “este é o culto racional
de vocês”.
No chamado Textus
Receptus (a compilação dos manuscritos bizantinos em grego que foram a base
para traduções como a Bíblia de Lutero, a King James, bem como outras traduções
protestantes como a própria tradução portuguesa de Almeida) encontramos no
final de Romanos 12.1 o seguinte: “θεω
την λογικην λατρειαν υμων”. “λογικην”
transliterado é “Logicên”, um termo próximo de “lógica”, e que traduzido é
“razão” ou “razoável”. E o grego moderno diz: “ητις ειναι η λογικη σας λατρεια”, ou seja, “que é o vosso culto
racional”, pois “λογικη” é traduzido
por “razoável”. Neste caso, me parece que a NIV (NVI em inglês) se aproximou
melhor da ideia do versículo. Nessa versão, temos: “this is your true and
proper worship” (“esta é a sua adoração verdadeira e adequada”). Dessa forma,
embora no texto traduzido ocorram variações, elas não alteram o sentido do
escrito original, e o contexto do versículo nos permite a compreensão da
mensagem divina.
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